Travões traseiros.

1 - Disco
2 - Pinças
3 - Pastilhas
4 - Êmbolo
5 - Tapa-pó
6 - Vedante de pressão
7 - Clip de retenção das pastilhas
8 - Protecção das pastilhas
9 - Vedante do tubo de pressão
10 - vedante de união das pinças
11 - Parafuso de purga
12 - Protecção do parafuso de purga
13 - Protecção do disco
14 - Parafuso de fixação do disco ao rolamento
15 - Parafuso de fixação das pinças ao braço
17 a 21 - Parafusos e anilhas de fixação da
protecção do disco

Na maior parte dos casos de perda de eficiência de travagem nas rodas traseiras, isto deve-se à acumulação de sujidade no interior das pinças. Raramente é necessária a substituição dos êmbolos e dos vedantes das pinças.

- Levantar o carro à altura máxima

- Depois de o levantar com um macaco, repousar o veiculo em preguiças, pelo menos na traseira do veiculo.

- Colocar a alavanca do regulador de altura na altura mínima, se o veiculo apenas tiver preguiças na traseira, a frente pode descer abruptamente.

- Abrir o parafuso de descarga do Conjuntor/Disjuntor e esperar que a pressão do sistema seja nula

- Actuar repetidamente no pedal de travão até esvaziar o acumulador de pressão do circuito de travagem.

- tirar as rodas e as protecções dos discos de travão traseiros

- soltar e extrair as pastilhas dos travões.

- com uma chave própria para raccords de tubo, desapertar o tubo de chegada de HP à pinça, é conveniente ligar tubos de borracha aos tubos de hp, de forma a poder aproveitar o LHM que vai pingando recolhendo-o num recipiente limpo.

- Desapertar os parafusos de fixação das pinças aos braços.

Desmontagem e limpeza das pinças.

Depois de lavar todos os componentes com gasolina, de forma a retirar a maior parte da sujidade, procede-se à extracção dos êmbolos das pinças. Geralmente basta injectar ar comprimido para fazer saltar os êmbolos, convém, usar uma ripa de madeira frente ao êmbolo, de forma a que ele não salte evitando assim o risco de se perder ou ficar riscado.

Se o êmbolo está colado (recusando-se a sair com ar comprimido ), deve-se montar a pinça num torno de aperto, e comprimir lentamente o êmbolo, usa-se um ripa de madeira, para o metal do torno não ferir o êmbolo. O êmbolo ao ser obrigado a mover-se para o interior da pinça, descola e sai finalmente sai com o auxilio de ar comprimido.

Procede-se depois à lavagem do interior das pinças e dos êmbolos com gasolina.

Convém verificar se o êmbolo está riscado ou se o seu revestimento está esburacado, se for este o caso verificar se a zona defeituosa do revestimento passa pelos vedantes das pinças, quando o êmbolo se encontra recolhido .

Se a zona defeituosa apenas tocar no vedante exterior ( tapa-pó ) não é grave, mas se tocar no vedante interior será melhor trocar por um novo, as irregularidades do revestimento do êmbolo podem deteriorar os vedantes das pinças causando perdas de pressão e LHM e podendo até causar falhas do sistema de travagem.

Também é possível a desmontagem integral do braço do conjunto pinças+pastilhas. Neste caso, não se soltam os parafusos de fixação das pastilhas, permitindo-lhes assim ligar as duas metades que compõem as pinças, depois de desenroscar os parafusos de fixação, estes não são retirados, ajudando a manter o conjunto ligado. Se o conjunto não tiver sido mexido recentemente, manter-se-á "colado", isto pode ser útil, quando se tem um conjunto novo de pinças e pastilhas para montar e se quer poupar tempo.